“Faça já”, “veja como se faz” ou “agora é com contigo”?
Um das reclamações mais frequentes dos pequenos empresários é a falta de tempo para a realização das actividades necessárias. Muitas vezes isso acaba em levar trabalho para casa, faltar a refeições e depois de algum tempo até numa cama do hospital! Ao sugerir que deleguem algumas tarefas, sempre ouço como respostas: “Só eu sei fazer isto e ninguém mais”, “Só eu sei o que o Cliente quer”, “Já tentei delegar a outras pessoas, mas ninguém faz nada correcto, só eu”. Passei algum tempo a pensar sobre estas respostas e porque quase ninguém consegue delegar tarefas, ou quando delega, porque ninguém consegue fazê-la correctamente (aos olhos do empreendedor)... Não cheguei a resposta alguma! Então comecei a observar – em empresas, lojas, restaurantes, etc. – sempre que possível, como é que os pequenos empresários (ou chefes) delegavam as tarefas aos seus funcionários (subordinados). Percebi que em 99,9% dos casos, a delegação de uma tarefa acontecia ou pelo método do “Faça já!” ou pelo método “Veja como se faz!”. No primeiro caso aconteceu o seguinte: o chefe aproximava-se do funcionário, entregava um papel ou dava uma ordem verbal e em seguida dizia: “Faça já!”. No segundo caso, o chefe chamava o funcionário, com a intenção de ensiná-lo a fazer a tarefa e dizia “Veja como se faz!” e em vez de ensinar e deixá-lo prosseguir com a tarefa, fazia-a completamente (enquanto o funcionário ficava a olhar). Ao receber uma tarefa pelo método “Faça já!”, o funcionário pode não saber exactamente o que fazer, não entender exactamente o que deve ser feito ou ainda estar ocupado com outra coisa... Se uma dessas situações ocorrer, é quase certo que a tarefa não seja realizada correctamente ou ainda que seja “esquecida” e nem comece a ser feita. Já o método “Veja como se faz!” faz com que o funcionário veja o que deve ser feito e entenda o que deve ser feito. O único problema é que sem deixá-lo colocar a “mão na massa” não é possível ter a certeza se ele está apto a realizar, sozinho, a tarefa correctamente. Após analisar essas falhas, testei algumas maneiras diferentes de delegação de tarefas. O melhor resultado obtido foi com o método: “Agora é contigo!”. Basicamente, este método substitui a delegação de uma tarefa (delegada somente nos momentos críticos) pela delegação de uma responsabilidade (delegada independentemente do momento). Para que este método tenha sucesso, o chefe ou responsável deve começar por delegar a tarefa em momentos não críticos, ou seja, quando exista tempo disponível para ensinar. O primeiro passo deve ser explicar a tarefa ao funcionário, considerando os menores detalhes relacionados. Após verificar se ele entendeu o que deve ser feito, deve-se pedir para que ele realize a tarefa junto consigo: Ele faz e você observa, dando explicações e orientações quando necessário (mas sem colocar a mão na “massa”). Se a tarefa for complexa, peça que o funcionário anote as instruções dadas e os passos a utilizar na sua realização. Das próximas vezes que a tarefa precisar de ser executada, a regra é: NÃO A EXECUTE, MESMO QUE NÃO TENHA NADA PARA FAZER. Deixe que o funcionário faça e somente supervisione (a cada execução, diminua o grau de supervisão). Quando o funcionário estiver apto a realizar a tarefa sozinho, chame-o e diga: “A partir de agora é com consigo, a responsabilidade é sua”...A primeira vantagem deste método é que o chefe ou responsável não terá que se preocupar com essa tarefa no futuro (o que contribuirá para a redução da falta de tempo). Para o funcionário, ter uma responsabilidade permanente é um grande estímulo para o seu trabalho e uma espécie de prémio à sua inteligência e capacidade... ou seja, todos saem a ganhar... Lembre-se, que quanto mais tarefas delegar, mais tempo terá para gerir o seu negócio...
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quinta-feira, 1 de maio de 2008
terça-feira, 29 de abril de 2008
A síndrome do pequeno
Há um tempo atrás, um amigo e jovem empresário contou-me que se sentia sempre desconfortável quando algum colega do curso de pós-graduação perguntava sobre a sua ocupação. Respondia sempre: “Trabalho numa microempresa, faço tudo por lá”. E, segundo ele, a reacção das pessoas era um misto de dúvida e pena (uma resposta do tipo ahh, okay). Para que a conversa não terminasse assim, fazia a mesma pergunta e ouvia sempre a mesma resposta: “ Eu, eu trabalho na multinacional XPTO, claro que tu conheces...”. Mais tarde, assisti a uma palestra relacionada com micro e pequenas empresas e o orador fez um comentário fantástico sobre isso! Era mais ou menos assim: o termo micro é pejorativo, o jogador de uma equipe de uma cidadezinha não se intitula micro jogador, o político de um pequeno partido não é um mini político, a montadora de carros não intitula o seu menor carro (e mais barato) como mini carro... Um funcionário de uma grande empresa praticamente adopta o nome da empresa como sobrenome: “Muito prazer, eu sou Fulano da XPTO!” ou então um amigo apresenta-o como “Este é o Fulano da XPTO”! Em contrapartida, um pequeno empresário, para além de adoptar o nome da empresa como sobrenome, é a alma da empresa, tem uma aceitação bem diferente: “Sou o Sicrano da ABC” e as pessoas geralmente respondem: “ABC, nunca ouvi falar...” O facto é que 99% dos micro e pequenos empresários possuem o maior orgulho no seu negócio, mas possuem uma certa vergonha de falar sobre ele, ou seja, sobre a sua ocupação. Acredito que isto ocorra devido ao nosso hábito de vangloriar o grande (o mais forte) e rejeitar o pequeno (o mais fraco)! Desde pequenos que somos assim: queremos o maior doce, corremos para cumprimentar primeiro quem trouxe o maior presente... Voltando ao mundo dos negócios, se o pequeno empresário é visto como o coitadinho ele tem duas opções: ou acreditar que é o coitadinho e envergonhar-se da sua posição profissional (e da sua empresa) ou mostrar para todos as suas conquistas e vantagens! Afinal um pequeno empresário teve uma ideia, acreditou nela, arriscou e fez acontecer (com muitas dificuldades)... Algo é mais valioso do que isto? Acho que não!Isto tudo para dizer que se tiver a síndrome do pequeno as pessoas o verão como um pequeno fracassado! Se você se portar como um empreendedor de sucesso, as pessoas o verão como um grande vencedor! As pessoas geralmente acreditam naquilo em que você acredita!Quanto ao meu amigo empresário, sugeri-lhe que sempre que fosse questionado sobre sua ocupação respondesse: “Eu sou empresário!”. Imaginem o que aconteceu depois da mudança? As pessoas começaram a ficar curiosas e interessadas no negócio... e pararam de sentir pena!“Pense grande, mas comece pequeno!”
domingo, 20 de abril de 2008
Maria!
Todo empreendedor trata a sua empresa como se fosse um filho. Sempre tenta fazer o melhor e acha que é quem fará o melhor. É aqui que mora o perigo... Maria não era diferente! Estudou e formou-se com a maior dificuldade. Após muitos anos de empresa, decidiu sair e abrir o seu próprio escritório de contabilidade! Óptima profissional como era, não teve problemas em conquistar Clientes e em pouco tempo a sua empresa cresceu...Nesta fase começou o problema de Maria: com o aumento dos Clientes, teve que contratar alguns funcionários para auxiliá-la! Porém, sempre preocupada com a qualidade dos seus serviços, julgava que somente ela faria o serviço da maneira que o Cliente gosta.
E assim acontecia:
(FUNCIONÁRIO) Dª. Maria, o Cliente XPTO pediu para preparamos a rescisão de um contrato. Vou já tratar deste assunto!(Maria) Não, deixa que eu faço! Eu sei como o Cliente quer que se trate deste assunto...E de tantos “deixa que eu faço”, Maria foi fazendo tudo e de tudo, conduzindo a empresa sozinha, trabalhando quase vinte e quatro horas por dia, e deixando aos seus funcionários apenas os trabalhos mais simples, como atender o telefone (e passar-lhe), digitar cartas, contratos, etc. (por ela escritos), imprimir documentos (por ela criados) e assim por diante...Se a questionasse-mos sobre o seu método de trabalho ela seria rápida a responder: “Os Clientes adoram-me. Só eu sei fazer as coisas bem-feitas e da forma que eles gostam...”Se dissesse-mos à Maria: “Mas eles podem aprender consigo, é só ensiná-los...”, ela responderia: “Não tenho tempo para isso, além do mais, os Clientes querem que seja eu fazer... já estão habituados”Não teríamos argumentos que fizessem Maria mudar de ideias! Certamente os seus funcionários reclamavam que eles se sentiam imprestáveis na empresa...Quando ousam fazer algo, ela nem verificava, refazia e ainda dizia: “Tu não sabes como deve ser...”E o tempo foi passando... e a Clientela aumentando... e Maria foi trabalhando... até que...Maria adoeceu!A empresa ficou um caos: os funcionários já não sabiam como atender às solicitações dos Clientes correctamente, ninguém tinha a password do banco (logo ninguém pagou as contas), os Clientes diziam: “Sei que a Maria não está, mas sabe do nosso assunto e da situação da nossa empresa?”Mas ninguém sabia...Maria demorou a voltar... Os Clientes foram ficando descontentes e, um a um, desistiram de apostar no que sabiam que não ia funcionar...A empresa fechou... e só depois disso Maria voltou!Mas aprendeu a lição: Na sua nova empresa, Maria aprendeu a delegar: ensinou todos a trabalhar e fazer as coisas de maneira correcta. Criou autonomias nos funcionários.Tornou-se uma óptima gerente e a sua empresa cresceu...Maria finalmente aprendeu que ela era o negócio, mas que o negócio não era (e não podia ser) ela!
E assim acontecia:
(FUNCIONÁRIO) Dª. Maria, o Cliente XPTO pediu para preparamos a rescisão de um contrato. Vou já tratar deste assunto!(Maria) Não, deixa que eu faço! Eu sei como o Cliente quer que se trate deste assunto...E de tantos “deixa que eu faço”, Maria foi fazendo tudo e de tudo, conduzindo a empresa sozinha, trabalhando quase vinte e quatro horas por dia, e deixando aos seus funcionários apenas os trabalhos mais simples, como atender o telefone (e passar-lhe), digitar cartas, contratos, etc. (por ela escritos), imprimir documentos (por ela criados) e assim por diante...Se a questionasse-mos sobre o seu método de trabalho ela seria rápida a responder: “Os Clientes adoram-me. Só eu sei fazer as coisas bem-feitas e da forma que eles gostam...”Se dissesse-mos à Maria: “Mas eles podem aprender consigo, é só ensiná-los...”, ela responderia: “Não tenho tempo para isso, além do mais, os Clientes querem que seja eu fazer... já estão habituados”Não teríamos argumentos que fizessem Maria mudar de ideias! Certamente os seus funcionários reclamavam que eles se sentiam imprestáveis na empresa...Quando ousam fazer algo, ela nem verificava, refazia e ainda dizia: “Tu não sabes como deve ser...”E o tempo foi passando... e a Clientela aumentando... e Maria foi trabalhando... até que...Maria adoeceu!A empresa ficou um caos: os funcionários já não sabiam como atender às solicitações dos Clientes correctamente, ninguém tinha a password do banco (logo ninguém pagou as contas), os Clientes diziam: “Sei que a Maria não está, mas sabe do nosso assunto e da situação da nossa empresa?”Mas ninguém sabia...Maria demorou a voltar... Os Clientes foram ficando descontentes e, um a um, desistiram de apostar no que sabiam que não ia funcionar...A empresa fechou... e só depois disso Maria voltou!Mas aprendeu a lição: Na sua nova empresa, Maria aprendeu a delegar: ensinou todos a trabalhar e fazer as coisas de maneira correcta. Criou autonomias nos funcionários.Tornou-se uma óptima gerente e a sua empresa cresceu...Maria finalmente aprendeu que ela era o negócio, mas que o negócio não era (e não podia ser) ela!
sábado, 19 de abril de 2008
Email...
Alinhadas com a modernidade e a tecnologia, a maioria das micro e pequenas empresas disponibilizam aos seus Clientes um endereço de e-mail, para comunicação. O endereço de e-mail é quase sempre divulgado em cartões-de-visita, catálogos e até no próprio web-site da empresa.
Muitos Clientes, ao verificarem a disponibilidade desse meio de comunicação – prático e quase sem custos – preferem utilizá-lo ao invés de telefonemas ou cartas. Isto acontece principalmente quando se trata de um primeiro contacto com a empresa, com objectivo de receber maiores informações sobre produtos ou serviços, pedir cotações, etc.
Ao enviar um e-mail, o Cliente espera, antes de mais nada, um retorno rápido e eficaz. E é por causa desse desejo do Cliente, que o e-mail torna-se uma grande ferramenta na busca e manutenção de Clientes:
Algumas empresas criam uma conta de e-mail com o objectivo de parecerem maiores e mais sólidas, ou seja, para impressionar o Cliente! Porém, a conta de e-mail é esquecida e ninguém a verifica regularmente.
Com isso, o Cliente envia um e-mail, aguarda alguns dias pela resposta e acaba por procurar um outro contacto de uma outra empresa.
Nesse caso, embora a empresa mantenha os seus Clientes antigos (que já estão acostumados a utilizarem o telefone), dificilmente conquista novos: um factor que impede a escolha de um fornecedor é a demonstração da falta de interesse em vender, que fica claramente caracterizada com o não retorno de um contacto.
Outras empresas, possuem uma pessoa que recebe os e-mails, mas que devido a quantidade exagerada de funções e actividades, nunca tem tempo para lê-los e respondê-los.
Nesse caso, o Cliente envia um e-mail, recebe a confirmação de recebimento e leitura (quando a solicita) e passa dias à espera de uma resposta...
Esta falha na resposta perturba tanto os Clientes antigos, que podem utilizar este tipo de comunicação para fazer uma encomenda ou pedir uma nova cotação, como os novos!
Então, antes de criar uma conta de e-mail para a sua empresa, verifique se existe algum computador e alguém disponível para receber, ler e responder aos e-mails periodicamente (pelo menos uma vez por dia).
Se optar pelo uso do e-mail ou se já o utiliza, estabeleça regras para o “uso” das mensagens. Uma das sugestões dos especialistas em gestão do tempo é:
-Adopte horários para receber e enviar e-mails. O ideal são três vezes ao dia: logo pela manhã, após o almoço e no fim da tarde;
-Ao receber um e-mail, imediatamente:
- Apague, ou;
- Responda, ou;
- Encaminhe para quem possa respondê-lo (e exija um conhecimento da resposta).
Não se deve responder depois, pois quando receber novos e-mails, este ficará esquecido (se não tiver outra opção, deixe-o com uma indicação de “não lido”, coloque-o numa pasta especial de e-mails pendentes, ou ainda entre em contacto por telefone).
Lembre-se: O e-mail é mais uma ferramenta para ajudar na sua comunicação com Clientes (e fornecedores), portanto use-o correctamente!!
Jamais deixe um Cliente à espera de uma resposta...
Muitos Clientes, ao verificarem a disponibilidade desse meio de comunicação – prático e quase sem custos – preferem utilizá-lo ao invés de telefonemas ou cartas. Isto acontece principalmente quando se trata de um primeiro contacto com a empresa, com objectivo de receber maiores informações sobre produtos ou serviços, pedir cotações, etc.
Ao enviar um e-mail, o Cliente espera, antes de mais nada, um retorno rápido e eficaz. E é por causa desse desejo do Cliente, que o e-mail torna-se uma grande ferramenta na busca e manutenção de Clientes:
Algumas empresas criam uma conta de e-mail com o objectivo de parecerem maiores e mais sólidas, ou seja, para impressionar o Cliente! Porém, a conta de e-mail é esquecida e ninguém a verifica regularmente.
Com isso, o Cliente envia um e-mail, aguarda alguns dias pela resposta e acaba por procurar um outro contacto de uma outra empresa.
Nesse caso, embora a empresa mantenha os seus Clientes antigos (que já estão acostumados a utilizarem o telefone), dificilmente conquista novos: um factor que impede a escolha de um fornecedor é a demonstração da falta de interesse em vender, que fica claramente caracterizada com o não retorno de um contacto.
Outras empresas, possuem uma pessoa que recebe os e-mails, mas que devido a quantidade exagerada de funções e actividades, nunca tem tempo para lê-los e respondê-los.
Nesse caso, o Cliente envia um e-mail, recebe a confirmação de recebimento e leitura (quando a solicita) e passa dias à espera de uma resposta...
Esta falha na resposta perturba tanto os Clientes antigos, que podem utilizar este tipo de comunicação para fazer uma encomenda ou pedir uma nova cotação, como os novos!
Então, antes de criar uma conta de e-mail para a sua empresa, verifique se existe algum computador e alguém disponível para receber, ler e responder aos e-mails periodicamente (pelo menos uma vez por dia).
Se optar pelo uso do e-mail ou se já o utiliza, estabeleça regras para o “uso” das mensagens. Uma das sugestões dos especialistas em gestão do tempo é:
-Adopte horários para receber e enviar e-mails. O ideal são três vezes ao dia: logo pela manhã, após o almoço e no fim da tarde;
-Ao receber um e-mail, imediatamente:
- Apague, ou;
- Responda, ou;
- Encaminhe para quem possa respondê-lo (e exija um conhecimento da resposta).
Não se deve responder depois, pois quando receber novos e-mails, este ficará esquecido (se não tiver outra opção, deixe-o com uma indicação de “não lido”, coloque-o numa pasta especial de e-mails pendentes, ou ainda entre em contacto por telefone).
Lembre-se: O e-mail é mais uma ferramenta para ajudar na sua comunicação com Clientes (e fornecedores), portanto use-o correctamente!!
Jamais deixe um Cliente à espera de uma resposta...
terça-feira, 8 de abril de 2008
Somente o necessário...
Eis uma situação comum: A sua empresa contrata um serviço qualquer, por exemplo, de consultoria em medicina do trabalho (a fim de verificar se a sua empresa está a cumprir os requisitos da lei). Após a realização do serviço, a empresa contratada traz até si uma série de supostas irregularidades, uma lista imensa de consultorias para se adequar às normas “supostamente” obrigatórias, e vários pedidos de exames aos seus funcionários. Tudo isto sob a ameaça de altas multas e de que a regularização das anomalias não terá validade se for feita por outra empresa...
Parece familiar, não? Em várias situações, inclusive como pessoas físicas, somos surpreendidos por ofertas adicionais teoricamente obrigatórias...
Embora algumas vezes a oferta de itens adicionais seja relevante em algumas situações, muitas empresas adoptam a estratégia de “fazer o Cliente levar mais itens de qualquer maneira”. Para convencer o Cliente a isso, são utilizados argumentos como a perda da garantia (se não comprar agora o serviço adicional), multas e punições do Estado (o item é obrigatório), exclusividade (esse produto é encontrado somente aqui e agora), e muitos outros.
É claro que na maioria das vezes o Cliente, confiando no vendedor e na empresa, aceita pagar pelas ofertas adicionais.
Do ponto de vista da empresa, essa estratégia parece ser maravilhosa: mais vendas, mais lucros. Só que o Cliente vai para casa (pensa melhor sobre o que concordou pagar) e procura informações sobre os itens “obrigatórios”...
E é aí que morre a CONFIANÇA!!!
A aquisição de qualquer produto ou serviço é baseada na confiança na marca, na empresa e no vendedor. Segundo especialistas em Marketing, ninguém busca directamente um produto ou serviço, mas sim, algo que satisfaça uma necessidade (no caso do exemplo, a empresa busca saber se ela está agir dentro da lei e se não será surpreendida com uma multa caso ocorra uma fiscalização).
Ora, se existe uma necessidade, o Cliente espera que o “fornecedor” o ajude a encontrar algo (produto ou serviço) que a satisfaça. Nesse momento, existem três desfechos possíveis:
1) O Cliente adquire algo que não satisfaz a sua necessidade (no exemplo, a empresa que contratou a consultoria é multada porque a consultoria não identificou uma irregularidade). Ele perde a confiança, dificilmente volta a procurar a Empresa e faz propaganda negativa sempre que possível.
2) O Cliente adquire algo que satisfaz a sua necessidade (a consultoria apontou todas as irregularidades, que foram corrigidas; na fiscalização não houve multas). Ele sente-se satisfeito pelo que pagou e torna-se fiel à empresa (marca e vendedor) e ainda a recomenda para ALGUNS Amigos, Clientes e Fornecedores.
3) O Cliente adquire (e paga mais caro) algo que o satisfaça além das suas necessidades (é persuadido a adquirir consultoria para várias outras normas que não são obrigatórias). De alguma maneira ele acaba descobrindo que foi enganado e perde totalmente a confiança na empresa: Jamais retorna e comenta o sucedido a TODOS os Amigos, Clientes e Fornecedores.
Quando descobrimos que fomos persuadidos a comprar algo que não precisávamos, sentimo-nos enganados e manipulados (principalmente quando não é possível voltar atrás). Com isso, jamais voltaremos a procurar a mesma empresa e ainda falaremos sobre o acontecimento com quantas pessoas for possível e faremos de tudo para que ninguém mais seja enganado: Para a excelente estratégia do lucro rápido, só resta o abismo!
Devido a diminuição de Clientes – os já Clientes que foram “enganados” e os novos que sabem do hábito da empresa – as vendas e o lucro diminuem significativamente. Após algum tempo, quando se começa a perceber o problema, já é muito difícil refazer o “nome” no mercado e desfazer a “fama”. Reconquistar Clientes é muito difícil!!!
Como disse anteriormente, não é errado oferecer itens adicionais aos Clientes, mas deve-se ter muito cuidado na forma como se faz isso:
- Coloque-se no lugar do Cliente: será que o item adicional faria diferença para si? Quando comprei a sala de jantar da minha casa, a vendedora ofereceu a impermeabilização dos estofos. Será necessário adquirir esse item adicional?
- Tenha bom senso: será que a oferta é realmente relevante para o Cliente
- Seja sincero quanto ao item adicional! E ofereça somente o necessário!
Em vez de vender tudo hoje e não ter Cliente amanhã, prefira vender um pouco de cada vez. Já dizia o ditado popular: “Grão a grão, enche a galinha o papo!”
Parece familiar, não? Em várias situações, inclusive como pessoas físicas, somos surpreendidos por ofertas adicionais teoricamente obrigatórias...
Embora algumas vezes a oferta de itens adicionais seja relevante em algumas situações, muitas empresas adoptam a estratégia de “fazer o Cliente levar mais itens de qualquer maneira”. Para convencer o Cliente a isso, são utilizados argumentos como a perda da garantia (se não comprar agora o serviço adicional), multas e punições do Estado (o item é obrigatório), exclusividade (esse produto é encontrado somente aqui e agora), e muitos outros.
É claro que na maioria das vezes o Cliente, confiando no vendedor e na empresa, aceita pagar pelas ofertas adicionais.
Do ponto de vista da empresa, essa estratégia parece ser maravilhosa: mais vendas, mais lucros. Só que o Cliente vai para casa (pensa melhor sobre o que concordou pagar) e procura informações sobre os itens “obrigatórios”...
E é aí que morre a CONFIANÇA!!!
A aquisição de qualquer produto ou serviço é baseada na confiança na marca, na empresa e no vendedor. Segundo especialistas em Marketing, ninguém busca directamente um produto ou serviço, mas sim, algo que satisfaça uma necessidade (no caso do exemplo, a empresa busca saber se ela está agir dentro da lei e se não será surpreendida com uma multa caso ocorra uma fiscalização).
Ora, se existe uma necessidade, o Cliente espera que o “fornecedor” o ajude a encontrar algo (produto ou serviço) que a satisfaça. Nesse momento, existem três desfechos possíveis:
1) O Cliente adquire algo que não satisfaz a sua necessidade (no exemplo, a empresa que contratou a consultoria é multada porque a consultoria não identificou uma irregularidade). Ele perde a confiança, dificilmente volta a procurar a Empresa e faz propaganda negativa sempre que possível.
2) O Cliente adquire algo que satisfaz a sua necessidade (a consultoria apontou todas as irregularidades, que foram corrigidas; na fiscalização não houve multas). Ele sente-se satisfeito pelo que pagou e torna-se fiel à empresa (marca e vendedor) e ainda a recomenda para ALGUNS Amigos, Clientes e Fornecedores.
3) O Cliente adquire (e paga mais caro) algo que o satisfaça além das suas necessidades (é persuadido a adquirir consultoria para várias outras normas que não são obrigatórias). De alguma maneira ele acaba descobrindo que foi enganado e perde totalmente a confiança na empresa: Jamais retorna e comenta o sucedido a TODOS os Amigos, Clientes e Fornecedores.
Quando descobrimos que fomos persuadidos a comprar algo que não precisávamos, sentimo-nos enganados e manipulados (principalmente quando não é possível voltar atrás). Com isso, jamais voltaremos a procurar a mesma empresa e ainda falaremos sobre o acontecimento com quantas pessoas for possível e faremos de tudo para que ninguém mais seja enganado: Para a excelente estratégia do lucro rápido, só resta o abismo!
Devido a diminuição de Clientes – os já Clientes que foram “enganados” e os novos que sabem do hábito da empresa – as vendas e o lucro diminuem significativamente. Após algum tempo, quando se começa a perceber o problema, já é muito difícil refazer o “nome” no mercado e desfazer a “fama”. Reconquistar Clientes é muito difícil!!!
Como disse anteriormente, não é errado oferecer itens adicionais aos Clientes, mas deve-se ter muito cuidado na forma como se faz isso:
- Coloque-se no lugar do Cliente: será que o item adicional faria diferença para si? Quando comprei a sala de jantar da minha casa, a vendedora ofereceu a impermeabilização dos estofos. Será necessário adquirir esse item adicional?
- Tenha bom senso: será que a oferta é realmente relevante para o Cliente
- Seja sincero quanto ao item adicional! E ofereça somente o necessário!
Em vez de vender tudo hoje e não ter Cliente amanhã, prefira vender um pouco de cada vez. Já dizia o ditado popular: “Grão a grão, enche a galinha o papo!”
segunda-feira, 24 de março de 2008
Entregaremos ainda hoje...
Infelizmente, alguns valores relacionados com o mundo dos negócios estão de “cabeça para baixo”.
Um desses valores é o prazo de entrega:
Naturalmente, a entrega da mercadoria (produto ou serviço) no prazo acordado deveria ser o mais frequente, e os atrasos, excepções causadas por problemas de produção ou entrega.
Infelizmente, não é isso que acontece: receber mercadorias no prazo é ainda problema latente em alguns sectores e países desta economia cada vez mais globalizada.
A pergunta que fica no ar é: qual motivo pelo qual as empresas não cumprem com os seus prazos de entrega, uma vez que são elas mesmas (na maioria das vezes) que o estipulam?
O maior objectivo de todas as empresas é vender, pois sem vendas não existe empresa. Diante de um Cliente em potencial, algumas empresas prometem prazos extremamente menores do que os dos concorrentes com o objectivo único de “ganhar" a venda. Isso é agravado diante de Clientes que possuem urgência na entrega do material.
É importante salientar que nem sempre a promessa falsa do prazo de entrega é feita com esse objectivo: algumas empresas, no intuito de surpreender o Cliente no momento da venda, informam prazos de entrega extremamente rápidos e depois não conseguem cumprir.
Ainda existem as empresas, ou melhor, vendedores que desconhecem totalmente o processo produtivo do produto e suas dificuldades. Por ignorância, promete ao Cliente a entrega de um produto que demorará muito mais tempo para ser produzido ou finalizado do que pensava.
Não podemos esquecer o problema da comunicação entre os departamentos de vendas, compras e produção (ou entre as pessoas responsáveis pelos mesmos).
Vejamos o que acontece:
O vendedor acha que a empresa tem o produto em stock. O responsável pelo stock acha que a produção está produzindo mais produtos. O responsável pela produção acha que ninguém comprará aquele produto naquela semana (“…afinal, vende-se tão pouco...”).
E no meio de tanto "achar”, o vendedor promete um prazo de entrega, só que não existe stock e a produção precisa começar a produzir... Quem fica à espera? O Cliente.
Por fim, a organização e a sequência de actividades na produção são extremamente responsáveis pelo atraso na entrega: diante de vários pedidos, a ordem de execução ou entrega passa a ser a ordem de reclamação dos Clientes. O pedido chega à empresa com um prazo razoável para entrega. Como existem vários pedidos não executados que já estão próximos da data de entrega, dá-se preferência a eles, e assim vai-se, dia após dia “apagando incêndios”, ou seja, executando todos os pedidos que já deveriam ter sido entregues ontem. Só quando passa o prazo de entrega e o Cliente liga a reclamar, é que o pedido é executado (e entregue com atraso)...
Para evitar que tudo isto aconteça na empresa (ou para minimizar os efeitos do atraso) atente-se para as seguintes dicas:
- Adopte um prazo de entrega padrão (e de preferência entregue a mercadoria antes dele);
- Explique aos vendedores o processo de produção de cada produto e quanto tempo leva em média;
- Estipule um limiar de quantidade: Se o pedido for maior que X, deve-se consultar o stock e a
produção antes de dar o prazo;
- Surpreenda o Cliente na entrega e não no acto da venda (nunca o contrário);
- Estimule a comunicação e amizade entre vendedores e produção: algumas vezes é possível reduzir o
prazo para entregar um pedido em determinada data;
- Organize a execução dos pedidos através de alguma lógica, por exemplo, ordem de chegada.
Lembre-se: toda regra tem suas excepções, mas se as excepções forem muitas, não existe regra;
- Em caso de atraso, comunique ao Cliente imediatamente. Seja honesto, diga qual exactamente é o problema e estipule um novo prazo: Jamais deixe de cumprir com o segundo prazo.
Com o tempo, empresas que não respeitam o prazo de entrega ficam desacreditadas. E os Clientes, que não acreditam mais na empresa, deixam de comprar. E sem compras não há vendas. E sem vendas não existe empresa...Eu finalizo com uma pergunta: arriscaria comprar algo de uma empresa que nunca entrega no prazo numa situação em que você mesmo tem um prazo a cumprir?
Um desses valores é o prazo de entrega:
Naturalmente, a entrega da mercadoria (produto ou serviço) no prazo acordado deveria ser o mais frequente, e os atrasos, excepções causadas por problemas de produção ou entrega.
Infelizmente, não é isso que acontece: receber mercadorias no prazo é ainda problema latente em alguns sectores e países desta economia cada vez mais globalizada.
A pergunta que fica no ar é: qual motivo pelo qual as empresas não cumprem com os seus prazos de entrega, uma vez que são elas mesmas (na maioria das vezes) que o estipulam?
O maior objectivo de todas as empresas é vender, pois sem vendas não existe empresa. Diante de um Cliente em potencial, algumas empresas prometem prazos extremamente menores do que os dos concorrentes com o objectivo único de “ganhar" a venda. Isso é agravado diante de Clientes que possuem urgência na entrega do material.
É importante salientar que nem sempre a promessa falsa do prazo de entrega é feita com esse objectivo: algumas empresas, no intuito de surpreender o Cliente no momento da venda, informam prazos de entrega extremamente rápidos e depois não conseguem cumprir.
Ainda existem as empresas, ou melhor, vendedores que desconhecem totalmente o processo produtivo do produto e suas dificuldades. Por ignorância, promete ao Cliente a entrega de um produto que demorará muito mais tempo para ser produzido ou finalizado do que pensava.
Não podemos esquecer o problema da comunicação entre os departamentos de vendas, compras e produção (ou entre as pessoas responsáveis pelos mesmos).
Vejamos o que acontece:
O vendedor acha que a empresa tem o produto em stock. O responsável pelo stock acha que a produção está produzindo mais produtos. O responsável pela produção acha que ninguém comprará aquele produto naquela semana (“…afinal, vende-se tão pouco...”).
E no meio de tanto "achar”, o vendedor promete um prazo de entrega, só que não existe stock e a produção precisa começar a produzir... Quem fica à espera? O Cliente.
Por fim, a organização e a sequência de actividades na produção são extremamente responsáveis pelo atraso na entrega: diante de vários pedidos, a ordem de execução ou entrega passa a ser a ordem de reclamação dos Clientes. O pedido chega à empresa com um prazo razoável para entrega. Como existem vários pedidos não executados que já estão próximos da data de entrega, dá-se preferência a eles, e assim vai-se, dia após dia “apagando incêndios”, ou seja, executando todos os pedidos que já deveriam ter sido entregues ontem. Só quando passa o prazo de entrega e o Cliente liga a reclamar, é que o pedido é executado (e entregue com atraso)...
Para evitar que tudo isto aconteça na empresa (ou para minimizar os efeitos do atraso) atente-se para as seguintes dicas:
- Adopte um prazo de entrega padrão (e de preferência entregue a mercadoria antes dele);
- Explique aos vendedores o processo de produção de cada produto e quanto tempo leva em média;
- Estipule um limiar de quantidade: Se o pedido for maior que X, deve-se consultar o stock e a
produção antes de dar o prazo;
- Surpreenda o Cliente na entrega e não no acto da venda (nunca o contrário);
- Estimule a comunicação e amizade entre vendedores e produção: algumas vezes é possível reduzir o
prazo para entregar um pedido em determinada data;
- Organize a execução dos pedidos através de alguma lógica, por exemplo, ordem de chegada.
Lembre-se: toda regra tem suas excepções, mas se as excepções forem muitas, não existe regra;
- Em caso de atraso, comunique ao Cliente imediatamente. Seja honesto, diga qual exactamente é o problema e estipule um novo prazo: Jamais deixe de cumprir com o segundo prazo.
Com o tempo, empresas que não respeitam o prazo de entrega ficam desacreditadas. E os Clientes, que não acreditam mais na empresa, deixam de comprar. E sem compras não há vendas. E sem vendas não existe empresa...Eu finalizo com uma pergunta: arriscaria comprar algo de uma empresa que nunca entrega no prazo numa situação em que você mesmo tem um prazo a cumprir?
sexta-feira, 21 de março de 2008
Manifesto de um empreendedor...
Perdi o meu cartão-de-visita:
Antes, todos referiam-se a mim como o “Fulano da Mega Empresa”, e eu, rapidamente conquistava o mundo!
Hoje eles dizem: “Fulano, da... Qual o nome da sua empresa?”, e dificilmente consigo uma cadeira para sentar!
Perdi a minha credibilidade:
Antes, conversava animadamente sobre o mundo corporativo e os desafios das grandes empresas!
Hoje, ninguém pergunta mais nada, acham que eu não entendo mais de determinado assunto!
Perdi o meu posto:
Antes, tinha um cargo específico. O que acontecia para além de mim não era problema meu!
Hoje, sou desde varredor a director. Tudo o que acontece é problema meu!
Perdi o meu Status:
Antes, todos os que queriam falar comigo, tinham que falar antes com minha secretária!
Hoje, se eu não atender o telefone, ninguém atende!
Perdi alguns “amigos”:
Antes eu era alguém que eles julgavam importante!
Hoje eles dizem: “Coitado, tem uma empresasinha...”
E cansei-me!
Sou fulano, dono da empresa XPTO LTDA, uma grande/pequena Empresa,
Não tenho chefe,
Não corro o risco de perder o emprego,
O meu sucesso só depende do meu esforço,
Ajudo pessoas, oferecendo trabalho,
Tenho muito mais experiência que antes,
Trabalho mais, ganho mais,
Tenho orgulho disso tudo e não volto atrás...
E para quem ainda acha que sou coitado... Vemos-nos daqui a alguns anos!
Antes, todos referiam-se a mim como o “Fulano da Mega Empresa”, e eu, rapidamente conquistava o mundo!
Hoje eles dizem: “Fulano, da... Qual o nome da sua empresa?”, e dificilmente consigo uma cadeira para sentar!
Perdi a minha credibilidade:
Antes, conversava animadamente sobre o mundo corporativo e os desafios das grandes empresas!
Hoje, ninguém pergunta mais nada, acham que eu não entendo mais de determinado assunto!
Perdi o meu posto:
Antes, tinha um cargo específico. O que acontecia para além de mim não era problema meu!
Hoje, sou desde varredor a director. Tudo o que acontece é problema meu!
Perdi o meu Status:
Antes, todos os que queriam falar comigo, tinham que falar antes com minha secretária!
Hoje, se eu não atender o telefone, ninguém atende!
Perdi alguns “amigos”:
Antes eu era alguém que eles julgavam importante!
Hoje eles dizem: “Coitado, tem uma empresasinha...”
E cansei-me!
Sou fulano, dono da empresa XPTO LTDA, uma grande/pequena Empresa,
Não tenho chefe,
Não corro o risco de perder o emprego,
O meu sucesso só depende do meu esforço,
Ajudo pessoas, oferecendo trabalho,
Tenho muito mais experiência que antes,
Trabalho mais, ganho mais,
Tenho orgulho disso tudo e não volto atrás...
E para quem ainda acha que sou coitado... Vemos-nos daqui a alguns anos!
Quando o reizinho se torna mandão...
Além de todos os desafios relacionados com a empresa, o empreendedor também precisa ter cuidado com o seu ego, para não desenvolver o que os especialistas chamam de "Síndrome do Pequeno Poder".
Essa síndrome é caracterizado por uma obsessão em dominar e comandar as pessoas que estão ao redor através de regras próprias e sem levar em conta a opinião de ninguém. O exemplo mais clássico desse síndrome é o porteiro, que por estar nessa função, pensa que tem todo o poder de permitir ou não que uma pessoa acesse a um determinado local a partir de premissas próprias e que não dá margem para qualquer argumentação.
Dono do seu pequeno reinado de sucesso – a empresa – o empreendedor começa a acreditar que somente ele é o responsável pelo sucesso da empresa.
Ele acredita ser o dono da verdade, o guardião das informações relevantes ao negócio, enfim, o rei.
Na sua visão, o único preocupado com o sucesso da empresa é ele mesmo, por que é o único que trabalha, o único que decide, etc. E adora dizer isso a todas as pessoas em todas as oportunidades.
Sendo o rei, ele cria regras próprias para a empresa e muda-as sempre que acha pertinente, sem ouvir a opinião de ninguém. Quando é questionado por alguém, rapidamente invoca o organograma e diz que ele está no topo, ou em outras palavras, que é ele quem manda.
A pior coisa para ele é quando uma ordem sua não é cumprida ou sofre alguma alteração. É o momento de bater na mesa, atirar algum objecto no chão, gritar e maldizer.
Quase nunca tem tempo de ouvir os colaboradores, e quase sempre que permite que alguém fale, ele sai ao meio da reunião e deixa a pessoa a falar sozinha.
Quando é ele quem convoca para a reunião, é só ele quem fala – geralmente a mesma coisa por mais de três vezes – até certificar-se que todos entenderam o que ele quer.
Em momentos em que precisa de alguma coisa – até mesmo um copo de água - em vez de ligar para a extensão da pessoa e chamá-la, ele prefere gritar pelo nome da pessoa quantas vezes forem necessárias.
Embora esteja sempre a correr, sempre pára ao ouvir qualquer conversa. Questiona, e não aceita "Não estávamos a falar nada de especial" como resposta. Enquanto não sabe ao menos do que se trata a conversa, não deixa as pessoas em paz. Alega que como dono, tem o direito de saber tudo o que acontece.
Para ele, ninguém sabe nada, excepto ele. Por melhor profissional que seja a pessoa, ele nunca vai aceitar ou acreditar. Quando vê que a ideia é boa – ou que o conceito está certo -, internamente ele cria uma reviravolta e a ideia passa a ser dele, como se ele tivesse pensado nela desde sempre.
Para a empresa, a presença do "reizinho mandão" é extremamente prejudicial:
• Após lutar por algum tempo, os colaboradores desistem e passam a actuar como "zumbis", seguindo estritamente as ordens dadas;
• Todos sabem que algumas actividades são perda de tempo, que não funcionarão, mas ninguém ousa a questioná-lo ou não cumprir;
• Com o tempo, os colaboradores ficam desmotivados e nem sequer pensam em novas soluções ou melhorias para a empresa;
• Grandes ideias são deixadas de lado – pois ele não as ouve – e a empresa deixa de crescer;
• Ninguém mais ousa a confrontá-lo e discordar de suas regras ou opiniões: Se disser que o céu é cor-de-rosa, todos irão concordar calados;
• A auto-estima das pessoas é reduzida a pó. Ao ouvir que são incapazes por tantas vezes, algumas pessoas acabam acreditando nisso.
• Doenças, crises nervosas, etc.
Acredito que não quer que isto aconteça na sua empresa, certo?
Então, tome cuidado para não ser um "reizinho mandão".
Prefira ser o líder: Se você souber como liderar a equipa correctamente – com respeito, comunicação e igualdade -, além da sua empresa crescer muito mais, as pessoas o colocarão no trono naturalmente e você será o Rei...
Essa síndrome é caracterizado por uma obsessão em dominar e comandar as pessoas que estão ao redor através de regras próprias e sem levar em conta a opinião de ninguém. O exemplo mais clássico desse síndrome é o porteiro, que por estar nessa função, pensa que tem todo o poder de permitir ou não que uma pessoa acesse a um determinado local a partir de premissas próprias e que não dá margem para qualquer argumentação.
Dono do seu pequeno reinado de sucesso – a empresa – o empreendedor começa a acreditar que somente ele é o responsável pelo sucesso da empresa.
Ele acredita ser o dono da verdade, o guardião das informações relevantes ao negócio, enfim, o rei.
Na sua visão, o único preocupado com o sucesso da empresa é ele mesmo, por que é o único que trabalha, o único que decide, etc. E adora dizer isso a todas as pessoas em todas as oportunidades.
Sendo o rei, ele cria regras próprias para a empresa e muda-as sempre que acha pertinente, sem ouvir a opinião de ninguém. Quando é questionado por alguém, rapidamente invoca o organograma e diz que ele está no topo, ou em outras palavras, que é ele quem manda.
A pior coisa para ele é quando uma ordem sua não é cumprida ou sofre alguma alteração. É o momento de bater na mesa, atirar algum objecto no chão, gritar e maldizer.
Quase nunca tem tempo de ouvir os colaboradores, e quase sempre que permite que alguém fale, ele sai ao meio da reunião e deixa a pessoa a falar sozinha.
Quando é ele quem convoca para a reunião, é só ele quem fala – geralmente a mesma coisa por mais de três vezes – até certificar-se que todos entenderam o que ele quer.
Em momentos em que precisa de alguma coisa – até mesmo um copo de água - em vez de ligar para a extensão da pessoa e chamá-la, ele prefere gritar pelo nome da pessoa quantas vezes forem necessárias.
Embora esteja sempre a correr, sempre pára ao ouvir qualquer conversa. Questiona, e não aceita "Não estávamos a falar nada de especial" como resposta. Enquanto não sabe ao menos do que se trata a conversa, não deixa as pessoas em paz. Alega que como dono, tem o direito de saber tudo o que acontece.
Para ele, ninguém sabe nada, excepto ele. Por melhor profissional que seja a pessoa, ele nunca vai aceitar ou acreditar. Quando vê que a ideia é boa – ou que o conceito está certo -, internamente ele cria uma reviravolta e a ideia passa a ser dele, como se ele tivesse pensado nela desde sempre.
Para a empresa, a presença do "reizinho mandão" é extremamente prejudicial:
• Após lutar por algum tempo, os colaboradores desistem e passam a actuar como "zumbis", seguindo estritamente as ordens dadas;
• Todos sabem que algumas actividades são perda de tempo, que não funcionarão, mas ninguém ousa a questioná-lo ou não cumprir;
• Com o tempo, os colaboradores ficam desmotivados e nem sequer pensam em novas soluções ou melhorias para a empresa;
• Grandes ideias são deixadas de lado – pois ele não as ouve – e a empresa deixa de crescer;
• Ninguém mais ousa a confrontá-lo e discordar de suas regras ou opiniões: Se disser que o céu é cor-de-rosa, todos irão concordar calados;
• A auto-estima das pessoas é reduzida a pó. Ao ouvir que são incapazes por tantas vezes, algumas pessoas acabam acreditando nisso.
• Doenças, crises nervosas, etc.
Acredito que não quer que isto aconteça na sua empresa, certo?
Então, tome cuidado para não ser um "reizinho mandão".
Prefira ser o líder: Se você souber como liderar a equipa correctamente – com respeito, comunicação e igualdade -, além da sua empresa crescer muito mais, as pessoas o colocarão no trono naturalmente e você será o Rei...
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